Cozinheiro que dopou e roubou homem no Parque da Cidade, em Brasília, é condenado por latrocínio


Vítima morreu de overdose, em janeiro do ano passado. Justiça sentenciou João Batista Alves Bispo a 25 anos de prisão; G1 tenta contato com defesa. Homem que dopava e abusava de vítimas é preso no DF
PCDF/Divulgação
A Justiça do Distrito Federal condenou, a 25 anos de prisão, por latrocínio, o cozinheiro João Batista Alves Bispo. Segundo o processo, um homem foi morto, por overdose de medicamentos, após ser dopado no Parque da Cidade, em janeiro do ano passado.
A sentença é da 1ª Vara Criminal de Brasília, proferida na última sexta-feira (17). Como o caso corre em segredo de Justiça, o nome da vítima não foi divulgado.
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De acordo com a denúncia, na noite de 19 de janeiro de 2020, a vítima e João Batista se encontraram nas proximidades do Castelinho, no Parque Da Cidade. Depois de dopar o homem, o cozinheiro roubou o celular e o tênis do rapaz.
O laudo do exame de corpo de delito comprovou que a vítima morreu em razão da ingestão excessiva do medicamento usado para aplicar o golpe “boa noite, Cinderela”. Na sentença, o juiz Luiz André Gomes Alves considerou João Batista culpado das acusações.
“É seguro inferir que no caso concreto o requerido tenha oferecido [o remédio] à vítima, dissimulando o medicamento em alguma bebida, que, ao entrar em contato com o organismo da vítima, levou-lhe a um estado de descontrolada sedação e aspiração do conteúdo gástrico recentemente ingerido na companhia do acusado.”
“Tendo em conta que o latrocínio é crime preterdoloso, a adesão ao risco do evento morte pelo uso dissimulado de fármaco sedativo é suficiente para satisfazer a dimensão subjetiva da tipicidade”, afirmou o juiz.
João Batista foi preso, preventivamente, em 7 de outubro de 2020, por policiais da 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul. Ele era procurado pela polícia desde a época do crime.
O juiz que analisou o caso atendeu ao pedido do Ministério Público. Na denúncia, os promotores citam o crime de latrocínio,
Relembre o caso
No dia 20 de janeiro, um jovem foi encontrado morto no Castelinho do Parque da Cidade. À época, a vítima não havia sido identificada, mas aparentava ter entre 18 e 24 anos.
Um vigilante do parque encontrou o corpo, por volta das 7h. Segundo a polícia, o rapaz estava sem documentos ou pertences e vestia uma camiseta regata, bermuda e meias.
O boletim de ocorrência apontava “indícios de morte violenta”.
Segundo o delegado Maurício Iacozzili, o suspeito trabalhava em um restaurante na Asa Sul e já foi indiciado em outros dois inquéritos, por latrocínio, estupro e roubo. João Batista Alves Bispo conhecia as vítimas na rua, “fazia amizade”, e depois agia.
“Ele levava as vítimas para um local no parque da cidade, que é famoso por encontros de homossexuais que fazem sexo ao ar livre”, explicou o delegado.
Polícia identifica corpo encontrado no castelinho do Parque da Cidade (vídeo de arquivo)
De acordo com as investigações, em janeiro de 2020, uma das vítimas sofreu overdose da medicação usada para o “boa noite, Cinderela” e morreu. Em maio do mesmo ano, o agressor também roubou um celular e foi reconhecido pelo dono do aparelho.
Em outubro do ano passado, João Batista Alves Bispo foi preso preventivamente.
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