Sem aparelho para radioterapia, paciente com câncer vive drama em Joinville

Em maio deste ano, o morador de Joinville Carlos Roberto Garcia, de 66 anos, descobriu um câncer no reto. O tratamento da doença, que já é desgastante por si só, porém, tem ganhado contornos ainda mais desafiadores.

Tudo isso porque o equipamento de radioterapia da cidade, que tem mais de 600 mil habitantes, está quebrada.

Carlos foi diagnosticado com câncer em maio de 2021 – Foto: NDTV/Reprodução

Mesmo com a palavra “urgente” grifada em amarelo no documento de  encaminhamento médico, o aposentado não conseguiu continuou o tratamento no Hospital Municipal São José, onde ele deveria ter sido avaliado para fazer uma cirurgia.

Por lei, pacientes com diagnóstico de câncer têm que começar o primeiro tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no prazo de até 60 dias, contados a partir do dia do diagnóstico. No caso de Roberto, já se passaram quatro meses e ele segue aguardando ser chamado para a radioterapia.

“Eles disseram que tinham quebrado a máquina e estavam adquirindo outra para substituição daquela, entendeu? E a gente não pode ficar esperando”, comentou.

O aparelho em questão é um acelerador linear que emite radiação sobre o tumor para destruir as célula cancerígenas.

O hospital, então, encaminhou o paciente para ser atendido em Jaraguá do Sul – também no Norte catarinense, mas a cerca de uma hora de Joinville. Uma viagem desgastante.

Ele esteve na unidade hospitalar duas vezes, passou por uma consulta, tomografia e, entre uma semana e 15 dias, deve começar a radioterapia por lá mesmo.

“Tu terminas o teu exame e tem que ficar aguardando os últimos acabarem, das 14h até 18h”, relata o aposentado. “É cansativo para quem está doente, né?”, questiona.

A reportagem tentou contato com a prefeitura de Joinville, mas não teve retorno até o fechamento do texto.

*Com informações de Kelly Borges

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