BH espera novas doses para ampliar calendário

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) aguarda a chegada de vacinas para divulgar o novo calendários de imunização contra a COVID-19, informou ontem à tarde a administração municipal. Os últimos públicos convocados foram gestantes e puérperas se comorbidades, para a aplicação da segunda dose, e idosos de 86 a 88 anos que tomaram a segunda dose há mais de seis meses, o que exclui os que receberam o esquema da Astrazeca, para injeção de reforço. Nos dois casos, a vacinação, iniciada ontem, continua hoje. A administração municipal aplicou a primeira dose em pessoas de 18 anos no último sábado e vacinou adolescentes de12 a 17 com comorbidades, grávidas e puérperas nessa faixa etária nesta semana. Ainda não há previsão para a imunização de moradores desse grupo sem comorbidades.
O aposentado David Mizrahy, de 87 anos, foi um dos que tomaram o reforço ontem Belo Horizonte, assim como a esposa dele, Elda Vieira Mizrahy, de 88. O casal, que havia recebido as duas doses da CoronaVac no início do dono, tomou o reforço no posto drive-thru da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Correu tudo bem. Já estamos com a idade avançada, veio em bom momento essa terceira dose. A gente, na verdade, não sabe se é necessário ou não, na dúvida, fomos tomar a vacina de novo. A gente quer viver mais um pouquinho ainda”, disse David.
A sensação de segurança ampliada é compartilhado por Jaci Pinheiro Cangussú, de 86. “Eu me sinto mais seguro. Espero que agora (o reforço) resolva o problema definitivamente”, disse. Porém, mesmo com a dose de reforço, o aposentado opinou que, assim como ele, é necessário que toda população se vacine para a pandemia seja controlada em todo o país.
“A pessoa toma a primeira dose e não vai tomar a segunda, isso não vai mudar o país. Gente que não quer tomar nem a primeira também, tinham que ser presos. Mas é muita gente, a Polícia não dá conta de prender todo mundo. Tanta dificuldade que tiveram para descobrir essa vacina e ainda muito rápido, e agora o povo não respeita. Um absurdo uma coisa dessa”, reclamou o aposentado.
Beatriz Coelho, de 87, demonstra preocupação com o avanço de variantes do vírus, como a Delta, em Minas e em outros estados. “Tomei a CoronaVac bem tranquila. Hoje a terceira dose da Pfizer. Estou sempre acompanhando o que está acontecendo no país e no mundo com o coronavírus. Principalmente com essas cepas mais transmissíveis e perigosas. Minha idade também não ajuda, então temos que continuar com todas as precauções, sair pouco, usar máscara, isolamento, tudo isso. E claro, a vacinação”, disse.
Segundo a prefeitura, os idosos que receberam as aplicações da vacina AstraZeneca precisarão aguardar o intervalo de seis meses para tomar a dose de reforço. Por essa mesma razão, as pessoas com 89 anos ou mais não foram convocadas. A terceira aplicação para as pessoas acamadas dessa faixa etária também será iniciada. É necessário que os usuários aguardem o contato das equipes da Secretaria Municipal de Saúde para o agendamento do horário.  Ainda de acordo com a PBH, conforme orientação do Ministério da Saúde, a dose de reforço será aplicada em idosos de 70 anos e mais. A ampliação para outras faixas etárias será feita respeitando o intervalo entre as aplicações e de forma gradativa, condicionada ao recebimento de novas remessas de vacinas.

BALANÇO 

BH registrou mais 29.503 aplicações da vacina contra a COVID-19 nesta quinta: 6.901 de primeira dose e 22.592 de segunda. Houve apenas 10 aplicações da vacina da Janssen (Johnson & Johnson), aquela de desempenho único. Agora, a cidade soma 1.920.715 aplicações de primeira dose, 1.025.207 de segunda e 59 mil de dose única. Segundo a prefeitura, 84,2% do público-alvo total se vacinou com a injeção inicial e 46,1% do mesmo contingente completou o esquema de imunização. A cidade recebeu 3.439.936 vacinas até aqui. A PBH não informa mais quantas doses recebeu de cada fórmula.
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie
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