Índia aprova contrato bilionário entre Airbus e Tata para fabricar aviões militares

Airbus, o gigante aeroespacial europeu, concluiu um histórico contrato por um valor de 3 bilhões de dólares (cerca de 2,53 bilhões de euros) com a ‘holding’ Tata para fabricar aviões militares para a força aérea indiana, informou o ministério da Defesa do grande país do sul asiático.

A Airbus trabalhou com firmeza durante nove anos com o objetivo de ganhar a licitação para a fabricação de 56 aviões de transporte militar para a Índia.

Segundo este acordo, a Índia importará 16 aviões Airbus Defence and Space, de fabricação espanhola, durante os dois anos posteriores à assinatura deste contrato.

As 40 aeronaves restantes serão fabricadas por um consórcio liderado pelo grupo indiano Tata, ao longo de 10 anos.

“É o primeiro projeto deste tipo de acordo ao qual uma empresa privada fabricará um avião militar na Índia”, disse seu ministério da Defesa em um comunicado na quarta-feira à noite.

Para o ministério indiano, é um “grande passo adiante” na campanha desenvolvida pelo governo sob o lema “Self-reliant India” (India autossuficiente).

O governo nacionalista hindu intensificou esforços durante os últimos anos para reduzir a dependência indiana das importações e criar empregos.

O acordo entre Tata e Airbus deve criar 600 postos de trabalho no setor manufatureiro e outros 6.000 indiretos nesse país.

Cada um dos transportadores C-295MW estará equipado com sistemas eletrônicos de guerra fabricados na Índia.

Engajada em uma rivalidade há várias décadas com o Paquistão e as crescentes tensões com a China, a Índia investiu quantias consideráveis para modernizar sua antiquada infraestrutura militar.

Também gastou 9,4 bilhões de dólares na compra da empresa francesa Dassault de aviões de combate Rafale. Já foram entregues ao menos 26 destes e mais 10 são esperados até o final de 2021, de acordo com as autoridades.

DASSAULT AVIATION

AIRBUS GROUP

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