Homem que deu tapa em Macron é solto e diz não ter se arrependido

Recém-libertado da prisão francesa, Damien Tarel, de 28 anos, condenado por ter batido no rosto do presidente francês, Emmanuel Macron, disse que não se arrepende da agressão, que o deixou preso em regime fechado por três meses na penitenciária de Valence, no sudeste da França.

“Não me arrependo deste ato. Foi só um ‘tapinha’ e acho que Macron se recuperou muito bem. Não se trata de uma surra como poderia ter havido nas manifestações dos coletes amarelos, onde o povo expressa o seu descontentamento”, disse o jovem à emissora francesa Rádio França Internacional (RFI). “Esta sentença pune um desrespeito intolerável à instituição”, acrescentou Damien.

Além da prisão em regime fechado, a Justiça francesa suspendeu os direitos civis e políticos do acusado por três anos. Além de não poder votar, ele ficará proibido de prestar concursos públicos e não poderá adquirir armas de fogo nos próximos cinco anos. Damien também terá que fazer terapia com um profissional da psiquiatria.

“Naquele dia, eu fui desafiar o presidente Emmanuel Macron e o que vi foram trabalhadores em coletes amarelos que estavam lá para expressar seu descontentamento, pessoas que trabalham muito, muitas vezes idosos, que eram retiradas pelas forças policiais pagas por seus impostos” e ” isso me revoltou “, explicou o jovem à RFI. “O povo está amordaçado”, disse.

Entenda

No dia 8 de junho, durante viagem oficial a Tain-l’Hermitage, no sul da França, o presidente da França,  Emmanuel Macron, foi surpreendido com um tapa no rosto enquanto cumprimentava o povo.

Nas imagens, o mandatário francês se aproxima de uma barreira com várias pessoas. Em seguida, um homem que grita “A bas la Macronie” (a baixo à Macronia, em tradução livre) desfere um tapa no rosto de Macron.

Veja o momento:

Dois dias após a agressão, quando já estava detido, Tarel foi condenado a quatro meses de prisão em regime fechado. O francês foi até a uma audiência de julgamento imediato no Tribunal de Valence, após cumprir 48 horas de custódia.

“Esta sentença pune um desrespeito intolerável à instituição”, disse o promotor Alex Perrin. Para ele, o tapa foi “absolutamente inadmissível” e é um “ato de violência deliberada”. Perrin solicitou um mandado de detenção contra Damien Tarel, preocupado com um possível risco de reincidência.

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