Alta comissária da ONU diz que Talibã quebra promessas de respeitar mulheres

A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, afirmou que o Talibã não tem seguido a promessa de respeitar o direito das mulheres no Afeganistão. Ela ressalta que o país tem vivido uma fase “perigosa”.

A afirmação foi dada nesta segunda-feira (13/9), em reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Durante o discurso, Bachelet afirmou que mulheres e grupos étnicos e religiosos temem a ação do grupo no país.

Em nota sobre a reunião, publicada na página oficial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a organização afirmou que “relatórios bem fundamentados indicam que a prática contradiz os compromissos” feitos por lideranças do Talibã de respeitar as mulheres.

“Nas últimas três semanas, as mulheres foram gradualmente excluídas da esfera pública. Em muitas áreas, elas são proibidas de aparecer em locais públicos sem serem acompanhadas por um homem. Em muitos setores profissionais, as mulheres enfrentam restrições crescentes”, consta no relatório divulgado pelo conselho.

De acordo com a comissária, a organização foi informada de que o Talibã restringiu o acesso de meninas à educação. Crianças de 12 anos ou mais foram proibidas de frequentar escolas em diversas regiões do país.


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“Um número crescente de manifestações ocorreu nas províncias de Cabul e Ghor, Ghazni, Takhar, Herat, Niimroz e Balkh. As forças do Talibã supostamente usaram o aumento da violência contra manifestantes e jornalistas, incluindo munição real, cassetetes e chicotes”, afirma o documento.

Segundo Bachelet, a ONU manterá “máxima vigilância” no acesso aos direitos e liberdades fundamentais, incluindo serviços de educação e a “participação ativa e significativa em todas as áreas da vida pública, econômica, social e política”.

Retaliações

Além disso, Bachelet disse que recebeu “alegações confiáveis” de assassinatos por retaliação contra diversos membros das Forças de Segurança Nacional do Afeganistão (ANSF).

“O escritório recebeu várias alegações de que o Talibã conduziu buscas de casa em casa por funcionários do governo específicos e pessoas que cooperaram com as forças de segurança e empresas dos EUA. Essas buscas teriam ocorrido em toda a cidade de Cabul, bem como em Kandahar, Herat, Mazar-e-Sharif, Gardez, Maimana, Samangan e outros lugares. Vários incidentes semelhantes afetaram funcionários da ONU, que relataram um aumento nos ataques e ameaças”, informou o conselho.

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