Uruguai condena 12 migrantes cubanos por envolvimento em rede de tráfico humano

A polícia do Uruguai está investigando uma organização internacional dedicada ao tráfico de migrantes cubanos, em conexão com um caso no qual 12 cidadãos de Cuba que chegaram ao país sul-americano foram condenados, informou nesta segunda-feira (13) o Ministério do Interior uruguaio.

“Após vários meses de trabalho de inteligência”, agentes do Departamento de Investigação de Delitos Especiais da Direção Geral de Luta Contra o Crime Organizado e da Interpol determinaram “o modus operandi de uma organização criminosa internacional que operava no exterior e se dedicava ao tráfico de migrantes cubanos”, afirmou o ministério em comunicado.

Com base na descrição feita pela pasta responsável pela segurança pública do Uruguai, as operações têm sua origem em Havana, onde os integrantes cubanos da organização seduzem e recrutam seus compatriotas com a possibilidade de levá-los ao Uruguai, seja para que permaneçam no país ou para utilizá-lo como um destino intermediário antes de viajarem para os Estados Unidos.

Segundo a investigação, os migrantes viajam de Cuba para a Guiana, para onde não precisam de visto. Em seguida, e mediante um pagamento acordado previamente, os migrantes são levados para um local seguro, onde são divididos de acordo com o destino final e o dinheiro que possuem.

Na etapa seguinte, os cubanos são transportados através do Brasil, em trechos por terra e ar, até chegarem ao Uruguai.

“Uma vez em nosso território, alguns se estabeleciam como refugiados, enquanto outros entravam em contato, através de meios tecnológicos, com diferentes organizações criminosas que cobravam entre 6 e 7 mil dólares (entre 30 e 37 mil reais) para chegarem a outro destino”, diz a nota.

Na maioria dos casos, o dinheiro era custeado por familiares dos cubanos nos Estados Unidos.

A partir do Uruguai, os passaportes dos migrantes eram enviados por correio a México e Peru para a confecção de um visto falso. Em seguida, os originais eram devolvidos aos interessados.

Segundo o governo uruguaio, a investigação envolve 34 cubanos e solicitantes de refúgio: 21 homens e 13 mulheres, com entre 35 e 45 anos. Destes, 12 já foram condenados a seis meses de prisão em liberdade condicional pelo crime de falsidade ideológica.

Além disso, foram interceptados 18 vistos (nove italianos, cinco mexicanos, três austríacos e um espanhol) e 34 passaportes (30 cubanos, dois peruanos e dois mexicanos).

Por fim, o Ministério do Interior do Uruguai destacou no comunicado que a investigação conta com a colaboração de diversos países.

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