Conheça 3 jovens que estão mudando o mundo

Reprodução/Forbes

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A Geração Z está motivada para lutar contra as mudanças climáticas, a desigualdade social e a injustiça racial

Os membros da Geração Z são mais racial e etnicamente diversos do que as gerações anteriores e também estão amadurecendo durante a pandemia de Covid-19. Como resultado, uma pesquisa mostra que eles são mais propensos a desejar um governo ativista e a se preocupar com questões sociais, como justiça racial e igualdade de identidade de gênero, e a querer combater as mudanças climáticas. Aqui estão três jovens que criaram organizações sem fins lucrativos para tornar o mundo um lugar melhor.

Gabriela Nguena Jones é a CEO e fundadora da Teens Tutor Teens (TTT), uma ONG que oferece aulas gratuitas e serviços de enriquecimento educacional para alunos. Sophia Kianni, fundadora e diretora-executiva da organização ambiental sem fins lucrativos Climate Cardinals, foi recentemente escolhida para representar os EUA como o membro mais jovem do Grupo Consultivo Juvenil do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. E a Anvitha Kollipara deu início à Fundação CareGood, sem fins lucrativos, para compartilhar com as gerações mais jovens as histórias e as lições de idosos desabrigados.

 

1. Teens Tutor Teens

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Gabriela Nguena Jones é a fundadora e CEO da Teens Tutor Teens

A Teens Tutor Teens (TTT) foi fundada com a missão de incentivar os colegas a terem sucesso no sistema escolar, desenvolvendo planilhas, produzindo conteúdo de vídeo e oferecendo aulas particulares. A ONG tem parceria com a GlobalGiving e recebeu doações de grandes corporações, incluindo Walmart Community Foundation, Microsoft para organizações sem fins lucrativos e Google Ad Grants. A TTT foi homenageada com prêmios incluindo o 2020 Platinum Seal of Transparency da Guide Star, o 2019 Staff Favorite Award da GlobalGiving e o Presidential Volunteer Award. A CEO e fundadora Gabriela Nguena Jones recebeu a Ingram Scholarship, concedida a menos de 1% dos candidatos a um curso de graduação integral na Vanderbilt University para continuar seus empreendimentos filantrópicos e objetivos de carreira profissional.

A Teens Tutor Teens busca preencher lacunas educacionais ao escolher jovens bem-sucedidos academicamente e associá-los a outros em desvantagem, mas com todo o potencial de sucesso na esfera acadêmica. A organização acumulou mais de 4.250 horas em menos de dez meses em operações nos Estados Unidos. Com uma agenda de diversidade em primeiro lugar, TTT opera com cerca de 70% de mulheres e 73% de minorias na organização.

A ONG começou quando Gabriela viajou para Camarões no verão antes de seu primeiro ano do ensino médio para o funeral de sua avó. Ela viu riqueza e expansão urbana perto da metrópole de Yaoundé. Embora ela sentisse que poderia ter um grande impacto na África, ela determinou que empoderar as comunidades locais nos EUA era seu objetivo. Ela passou um ano aprendendo tudo o que podia sobre organizações sem fins lucrativos por meio de webinars, acelerou seus cursos de matemática e preencheu inscrições para um 501 (c) 3 – item da legislação tributária norte-americana que trata de organizações sem fins lucrativos que têm direitos à isenção de impostos.

“Administrar a Teens Tutor Teens sendo uma estudante universitária me treina para ser sempre mais consistente e organizada, para me adaptar, pensar em sistemas melhores, para coletar dados mais precisos e para garantir que as comunidades em que entro sejam auxiliadas por minhas ações”, afirma Gabriela. “Quando um aluno da oitava série me diz que conversou com uma grande organização sem fins lucrativos e está trabalhando em um contrato com uma cooperativa, fico chocada com a rapidez com que ele aprendeu a entender que se trata de um negócio. Quando uma aluna do décimo ano me mostra que sabe buscar oportunidades, é incrível. Estamos ajudando os jovens a aprender como operar seus próprios negócios.”

A pandemia da Covid foi uma bênção disfarçada para a organização. A Teens Tutor Teens implementou um sistema de franquia, o que permitiu que a ONG crescesse mais rapidamente. A pandemia também aumentou a demanda por aulas particulares. “Crescemos mais rápido do que o imaginável sem sobrecarga administrativa”, diz Gabriela.

“Se você é um jovem que busca atingir o propósito de vida, esteja preparado para apostar tudo nisso e muito mais”, aconselha Gabriela Nguena Jones aos outros jovens. “Tirar este projeto do papel e colocá-lo em funcionamento foi como trabalhar meio período e ainda ser uma estudante em período integral. Você precisa de coragem. Haverá meses em que você sentirá que tudo está perdido. Fiquei esperando por seis horas ao ligar para uma empresa. Tive meu sucesso minimizado e fui questionada se realmente conseguiria fazer isso aos 16 anos. Se você mantiver o foco e derrubar um objetivo de cada vez, chegará ao topo.”

 

2. Climate Cardinals

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Sophia Kianni é a fundadora do Climate Cardinals

Como o membro mais jovem do Grupo Consultivo Juvenil do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Sophia Kianni lançou com sucesso uma organização sem fins lucrativos para o clima que cresceu para mais de 8.000 voluntários em apenas um ano. A defesa do clima de Sophia foi noticiada por meios de comunicação, incluindo “CNN”, “Business Insider”, “BBC”, “The Guardian” e até mesmo na primeira página do “The Washington Post”. Ela foi eleita a mais jovem Humana do Ano da ”VICE Media”, uma Jovem Exploradora da “National Geographic” e a mais jovem Mulher a Assistir do “BuzzFeed”.

A paixão da estudante do segundo ano da Universidade de Stanford pela defesa do clima começou depois de testemunhar a poluição no Irã, o país natal de seus pais. “Eu estava visitando o Irã no ensino médio quando percebi que não conseguia ver as estrelas à noite por causa da poluição”, disse Sophia. “Todas as noites naquela viagem fatídica de dois meses, eu ficava chocada ao ver que a poluição havia escurecido as estrelas. Por meio de minha pesquisa, li um estudo que descobriu que apenas 5% dos estudantes universitários iranianos poderiam explicar adequadamente o efeito estufa. O Oriente Médio enfrenta atualmente uma crise climática, com as temperaturas subindo mais do que o dobro da média global. E, no entanto, muitos dos meus parentes me informaram que nunca tinham ouvido falar sobre as mudanças climáticas.”

Determinada a educar seus familiares, Sophia traduziu as informações sobre mudanças climáticas para o farsi. Aos poucos, mas com segurança, seus parentes tomaram consciência da crise e mudaram seus hábitos, reduzindo o uso de automóveis e fazendo compras de forma mais sustentável. Isso a inspirou a criar sua própria organização ambiental sem fins lucrativos, a Climate Cardinals, que oferece aos jovens horas de trabalho voluntário para traduzir informações ambientais em diferentes idiomas e distribuí-las a amigos e familiares em outros países. A ênfase é colocada em países onde a mudança climática é muito grande e há falta de informações sobre o clima, como China, Irã e Emirados Árabes Unidos.

Sophia achou incrivelmente difícil equilibrar o ativismo com a escola. Ela passa várias horas por semana em aplicativos como Zoom, Slack, Keybase e Whatsapp, comunicando-se com ativistas de todo o mundo. Em novembro de 2020, ela participou de uma greve de fome no escritório de Nancy Pelosi com a Extinction Rebellion, uma organização ativista que usa a desobediência civil não violenta para obrigar o governo a agir contra a crise climática.

Para aqueles que procuram apoiar o movimento climático, Sophia aconselha:

1. Vote Verde. Apenas 100 empresas são responsáveis por 71% das emissões globais, portanto, o verdadeiro poder de agir sobre a crise climática está nos legisladores, que têm a capacidade de aprovar uma legislação climática abrangente.

2. Junte-se a um movimento de massa pela ação sobre o clima, como Action Network, Fridays for Future, Extinction Rebellion e This is Zero Hour. Participe de greves e outros atos de desobediência não violenta.

3. Eduque a si mesmo e aos outros. Compreenda as estatísticas e o que significam. Por exemplo, examine o relatório crucial do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da sigla em inglês) e aprenda o que acontecerá se o aquecimento global exceder 1,5º C.

 

3. CareGood Foundation

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Anvitha Kollipara é a fundadora da Fundação CareGood

Anvitha Kollipara, 15 anos, dirige uma organização sem fins lucrativos em Hyderabad, na Índia, chamada CareGood Foundation, que compartilha histórias e lições de idosos desabrigados para as gerações mais jovens. “Os idosos têm lições inestimáveis para transmitir”, diz a jovem. “Documento as histórias e as posto no meu blog. Também montei campos de imunidade em lares de idosos e forneço medicamentos a mais de 230 idosos por mês.”

Além disso, a CareGood está levando energia solar para vilas carentes de energia na Índia. Eles forneceram lâmpadas movidas a energia solar para mais de 700 crianças da zona rural e realizaram workshops discutindo a importância da energia solar e os efeitos ambientais das fontes de energia que usamos hoje.

Anvitha começou a trabalhar como voluntária em lares para idosos no interior da Índia quando ainda era uma menina, visitando seus avós. Ela sempre deixava o local se sentindo mais sábia do que antes. Então, quando sua família voltou dos Estados Unidos para a Índia, há três anos, ela se sentiu inspirada a construir uma ONG que ajudasse os idosos a se conectar com a comunidade em geral.

“No início, levantamos dinheiro para comprar medicamentos e equipamentos de proteção da Covid para os lares. Mas um dia, um dos idosos começou a chorar. De repente, entendi que nosso pequeno gesto de trazer algumas caixas de suprimentos médicos significava muito mais para ele e seus colegas residentes. Muitos dos idosos se sentem esquecidos e isolados. Com o tempo, começamos a passar o tempo compartilhando histórias, socializando e, a pedido deles, organizando um show de talentos para idosos. Aprendi que a conexão humana individual é tão importante para servir aos outros”, diz Anvitha.

Para outros jovens que procuram atingir seu propósito de vida, a ativista indiana afirma: “Experimente. Ofereci-me em parques públicos, jardins, orfanatos, escolas e muitos outros lugares até encontrar o que realmente gostava e onde poderia fazer o melhor. Começar uma organização parece tão difícil, mas tudo o que precisamos é dar o primeiro passo. Além disso, aprendi que ajudar os outros não é uma rua de mão única. As pessoas aparentemente mais necessitadas sempre têm coisas para compartilhar, sejam pedaços de sabedoria ou sugestões simples. A alegria de fazer o bem funciona melhor quando flui em várias direções”.

 

 

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