“Petrobrás sobe preços muito rápido”, justifica presidente do BC sobre aumento da Selic para atingir meta da inflação

Taxa básica de juros deve sofrer aumento de um ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve ocorrer na próxima semana

Ao Afirmar que o Banco Central não irá alterar o plano de vôo para a política monetária a cada divulgação de alta frequência, o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, responsabilizou a Petrobrás pelos sucessivos reajustes em produtos que pressionam a inflação, como a gasolina. Para ele, a empresa repassa o custo do impacto da alta do dólar com muito mais frequência que ocorre em outros países.

Segundo ele, os sucessivos choques sofridos pela inflação afetaram o preço cobrado nas contas de energia. Como principais fatores, Campos Neto menciona o preço das commodities, a crise hídrica e os preços do petróleo e do etanol, que contribuíram a desvalorização cambial. Isso, porque na última semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação aumentou 0,87% em agosto, com alta acumulada de 9,68% nos últimos 12 meses.

“A parte de passar esse preço de commodities para o preço interno no Brasil, o mecanismo é um pouco mais rápido, lembrando que a Petrobras, por exemplo, passa preços muito mais rápido do que a grande parte dos outros países. A gente tem olhado isso também”, opinou.

 Nesta terça-feira, 14, durante evento da BTG, ele ainda afirmou que, nesse cenário de alta nos preços, a taxa básica de juros, a Selic, será elevada até o patamar necessário para atingir a meta de inflação. A taxa atual é de 5,25% ao ano, mas deve aumentar cerca de um ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – que deve ocorrer na próxima semana.

Roberto deixou claro, no entanto, que a política monetária não será alterada por questões atuais. “Algumas coisas a gente tem comunicado, já tinha antecipado, algumas coisas de disseminação estão um pouco piores na ponta, mas a gente tem um plano de voo que a gente olha no horizonte mais longo. Isso não significa que você não vai atingir o objetivo de estabilizar, de fazer a convergência da inflação na frente, mas significa que não obrigatoriamente tem a necessidade de reagir a dados de alta frequência”, disse.

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