Bolsonaro está disposto a comprar briga internacional na ONU

Bolsonaro em discurso na ONU
Bolsonaro pretende criticar vacinação obrigatória na ONU

Bolsonaro não quer se vacinar para ir à Assembleia da ONU, prevista para o dia 21 de setembro. Mesmo que Nova York esteja exigindo a imunização para eventos fechados, o presidente tem resistido. E, além disso, ele pretende citar a exigência durante a abertura do evento, em que ele discursará.

Segundo pessoas ligadas ao Planalto, Bolsonaro reagiu mal ao documento enviado pela ONU aos Chefes de Estado. Nele, consta que Nova York exige a vacinação para eventos fechados. Ao saber disso, o presidente chegou a dizer que não iria ao evento, neste caso.

Mas o Itamarati já teria informado ao presidente que a vacinação não será obrigatória aos chefes de estado. Nos bastidores se comenta que há uma regra própria da ONU e que a cidade americana não poderá interferir nisso. Assim, Bolsonaro teria topado comparecer à Assembleia Geral. Mesmo assim, pessoas ligadas ao Governo confirmaram que a maioria dos chefes de estado estará vacinada.

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Bolsonaro na ONU

Mas Bolsonaro quer aproveitar a oportunidade para marcar território. O presidente teria avisado a seus assessores que vai usar o exemplo para criticar o globalismo. Por isso, ele pretende inserir em seu discurso duras críticas aos países que exigem vacinação.

A intenção de Bolsonaro é criticar a ONU na casa dela, já que a entidade é uma defensora voraz da obrigatoriedade. O presidente quer repetir o mantra que a liberdade é mais importante até que a vida. Assessores estão tentando demovê-lo da ideia e o lembram que pode gerar animosidade com outros países. Mas até neste momento, ao menos, a decisão está tomada. A vacinação obrigatória será criticada por Bolsonaro, que pretende elogiar Biden.

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