Número de incêndios em áreas preservadas segue alto em Minas Gerais

Em 12 horas, de 6h às 18h, desta quarta-feira (15/9), o Corpo de Bombeiros atendeu um total de 256 chamados de incêndios em toda Minas Gerais – até as 15h eram 188 solicitações. Somente em Belo Horizonte e cidades da Região Metropolitana foram 56 chamados. A grande maioria foi para fogo em reservas florestais, a maioria, preservadas.

 

O dia amanheceu com o Corpo de Bombeiros atendendo a sete chamados todos em matas, nas proximidades de BH. Um dos que mais chamou a atenção ocorreu na Serra da Farofa, em São Joaquim de Bicas, que podia ser visto da cidade de Belo Horizonte.

O grande problema desse tipo de combate é a dificuldade imposta pelo terreno muito acidentado e íngreme. O fogo, que começou na véspera, atingiu as árvores no alto da serra e também havia focos espalhados em vários pontos. Além disso, não existem estradas na região, o que impede a chegada de caminhões-pipa. Sendo assim, o combate se deu exclusivamente com abafadores.

O combate foi realizado em duas frentes, nordeste e noroeste. A escolha desses pontos era para que a ação do vento não gerasse linhas de incêndio com potencial para afetar as residências abaixo, atuação que obteve êxito, considerando que somente fogo residual e sem potencial de destruição de residências desceu até aos patamares inferiores do terreno.

 

Em Rio Acima, incêndio em uma área de preservação mobilizou três viaturas do Corpo de Bombeiros. O local é Vargem Grande e uma parte da área da CSN. Para o combate, foi instalado um posto de comando no local.

A região fica próxima à Estação da Cemig de Nova Lima e também ao terminal ferroviário da Vale. Existe uma grande preocupação com relação à fiação e torres de eletricidade no local.

Outros dois incêndios ocorreram em Sabará. Um fica às margens da BR-381, na altura do KM 445, onde o fogo se alastrava para dentro da mata. O outro, no Bairro Nações Unidas, se deu numa mata à Rua Paraguai, em que as chamas significavam risco para residências.

Em Igarapé, na Rua Durval Alves Pereira, no Bairro Curralinho, as que estavam num matagal ameaçavam chegar a uma empresa da cidade. Em Contagem, o fogo num lote vago também colocava em risco uma empresa próxima à Rua Chácaras Cotia.

Em Mário Campos, bombeiros atenderam a um incêndio em área de preservação, na Rua Domingos Antônio Meireles. Em Betim, um incêndio na Rua dos Ipês ameaçava residências.

Triângulo Mineiro

Bombeiros da 2ª Companhia de Araguari retornavam de ocorrência na zona rural do município de Indianópolis, na BR-365, quado depararam com um incêndio de grandes proporções numa mata fechada. No local, foi constatado que colaboradores das fazendas estavam no combate às chamas na confecção de aceiros.

Com o apoio de quatro caminhões-pipa, tratores, dois aviões, e mais 40 colaboradores, o incêndio foi debelado depois de seis horas. A área  queimada foi de 480 hectares.

Campos Altos

Na altura do quilômetro 593 da BR-262, em Campos Altos, bombeiros militares combateram incêndio que começou às margens da rodovia. Segundo Boletim de Ocorrência (BO), um caminhão carregado com madeira estava parado na rodovia e corria risco de ser atingido pelas chamas.

Foram necessárias duas horas e meia de combate, em que os bombeiros tiveram o apoio de dois brigadistas da concessionária da rodovia. Com bombas costais e abafadores, eles conseguiram controlar as chamas e evitar que atingissem o caminhão. Cerca de cinco hectares foram queimados.

Guaxupé

O Corpo de Bombeiros local combateu um incêndio em vegetação nos Bairros Vila Carloni e Jardim Bela Vista, No local, quatro focos de incêndio, que se propagaram muito rapidamente, em consequência do vento e da vegetação estar muito seca, apesar da chuva recente. O fogo se propagou para um bambuzal, o que provocou vários pequenos focos. As chamas consumiram cerca de dois hectares de pasto, vegetação tipo capoeira e bambuzais, às margens do Rio Guaxupé. Foram necessários 16 mil litros de água para apagar o incêndio, em quatro horas de trabalho.

Brasília de Minas

O fogo consumiu uma plantação de eucalipto e vegetação de cerrado, às margens da rodovia na MG-202, na zona rural de Brasília de Minas. A intensidade das chamas era muito grande, com uma grande quantidade de fumaça, o que provocou a interdição da estrada por cerca de 20 minutos. A liberação aconteceu apenas em meia pista, no sistema de siga e pare, cada hora de uma mão.

 

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